Mostrando postagens com marcador perispírito.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador perispírito.. Mostrar todas as postagens

domingo, 27 de outubro de 2013

Manifestações dos Espíritos


10. Os Espíritos podem se manifestar de maneiras bem diferentes:
pela visão, pela audição pelo toque, pelos ruídos, pelos movimentos
dos corpos, pela escrita, pelo desenho, pela música, etc. Eles se manifestam
por intermédio de pessoas dotadas de uma aptidão especial para
cada gênero de manifestação, e que se distinguem sob o nome de médiuns.
É assim que se distinguem os médiuns videntes, falantes, audientes,
sensitivos, de efeitos físicos, desenhistas, tiptólogos, escreventes,
etc. Entre os médiuns escreventes, há numerosas variedades, segundo a
natureza das comunicações que estão aptos a receber.

11. O fluido que compõe o perispírito penetra todos os corpos e
os atravessa como a luz atravessa os corpos transparentes; nenhuma
matéria lhe opõe obstáculo. É por isso que os Espíritos penetram por
toda a parte, nos lugares o mais hermeticamente fechados; é uma idéia
ridícula crer-se que eles se introduzem por uma pequena abertura, como
o buraco de uma fechadura ou o tubo de uma chaminé.

12. O perispírito, embora invisível para nós no estado normal,
não deixa de ser matéria etérea. O Espírito pode, em certos casos, fazêlo
sofrer uma espécie de modificação molecular que o torna visível e
mesmo tangível; assim é que se produzem as aparições. Esse fenômeno
não é mais extraordinário do que o do vapor que é invisível quando está
mais rarefeito, e que se torna visível quando está condensado.
Os Espíritos que se tornam visíveis se apresentam, quase sempre,
sob a aparência que tinham quando vivos e que podem fazê-los
reconhecer.

13. É com a ajuda do seu perispírito, que o Espírito atua sobre
seu corpo vivo; é ainda com esse mesmo fluido que ele se manifesta
atuando sobre a matéria inerte, que produz os ruídos, os movimentos de
mesas e outros objetos, que ergue, tomba ou transporta. Esse fenômeno
nada tem de surpreendente se se considera que, entre nós, os mais po
derosos motores se acham nos fluidos os mais rarefeitos e mesmo imponderáveis, como o ar, o vapor e a eletricidade.
É igualmente com a ajuda do seu perispírito que o Espírito faz
os médiuns escreverem, falarem, ou desenharem; não tendo mais corpo
tangível para atuar ostensivamente quando quer se manifestar, ele se
serve do corpo do médium, de quem empresta os órgãos que faz atuarem
como se fosse seu próprio corpo, e isso pela emanação fluídica que
derrama sobre ele.
O Espírito nada mais é que o estado pós morte do ser humano em condição fluídica, por isso torna-se invisível para muitos.
Estão em todos os lugares, e são capazes de perceber até nossos sentimentos. 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Dos Espíritos


1.O Espiritismo é, ao mesmo tempo, uma ciência de observação
e uma doutrina filosófica. Como ciência prática, consiste nas relações
que se podem estabelecer com os Espíritos; como filosofia, compreende
todas as conseqüências morais que decorrem dessas relações.

2. Os Espíritos não são, como freqüentemente se imagina, seres
à parte na criação; são as almas daqueles que viveram sobre a Terra ou
em outros mundos. As almas ou Espíritos são, pois, uma única e mesma
coisa; de onde se segue que quem crê na existência da alma crê, por
isso mesmo, na dos Espíritos. Negar os Espíritos seria negar a alma.

3. Geralmente, se faz uma idéia muito falsa do estado dos Espíritos;
eles não são, como alguns o crêem, seres vagos e indefinidos,
nem chamas como os fogos fátuos, nem fantasmas como nos contos de
assombração. São seres semelhantes a nós, tendo um corpo igual ao
nosso, mas fluídico e invisível no estado normal.

4. Quando a alma está unida ao corpo, durante a vida, ela tem
duplo envoltório: um pesado, grosseiro e destrutível, que é o corpo;
outro fluídico, leve e indestrutível, chamado perispírito. O perispírito é
o laço que une a alma e o corpo; é por seu intermédio que a alma faz o
corpo agir, e percebe as sensações experimentadas pelo corpo.
A união da alma, do perispírito e do corpo material constitui o
homem; a alma e o perispírito separados do corpo constituem o ser
chamado Espírito.

5. A morte é a destruição do envoltório corporal; a alma abandona
esse envoltório como troca a roupa usada, ou como a borboleta
deixa sua crisálida; mas conserva seu corpo fluídico ou perispírito.
A morte do corpo livra o Espírito do envoltório que o prendia à
Terra e o fazia sofrer; uma vez livre desse fardo, não tem senão seu
corpo etéreo que lhe permite percorrer o espaço e vencer as distâncias
com a rapidez do pensamento. 
(Allan Kardec, Resumo da lei dos fenômenos espíritas)

Nessa obra de Kardec há um resumo das pincipais leis e fenômenos espíritas. São esclarecidos os mistérios e muitos tabus que encontramos vida a fora.